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Se liga, Curuminzada Nerd! Vamos às primeiras impressões recheadas de  spoilers  de Thor – O Mundo Sombrio (Thor: The Dark World), dirigido por Alan Taylor (veterano da televisão e responsável por episódios de Sopranos e Game of Thrones)

O segundo filme da franquia da Marvel, cujo personagem principal é ninguém menos que o asgardiano loiro Thor (Chris Hemsworth), inicia-se depois dos eventos do filme “Os Vingadores”. Levantado com o pé direito, o filme teve uma estreia mundial retumbante, tornando-se o filme mais visto do planeta nas últimas semanas (o Brasil registrou uma das maiores estreias do filme, rendendo US$ 8,1 milhões).

Thor (Chris Hemsworth)

Thor (Chris Hemsworth)

No começo do filme, Loki (Tom Hiddleston) está preso em Asgard, que comemora as últimas batalhas pela pacificação dos Nove Reinos, porém, como nem tudo são flores, elfos malignos retornam para se vingar dos asgardianos que os subjugaram milênios atrás, comandados pelo elfo negro Malekith (Christopher Eccleston) que acaba de acordar de um longo sono, sedento de vingança e com o objetivo de tentar mais uma vez fazer reinar a escuridão sobre todos. Para isso, o vilão precisa recuperar sua poderosa arma, o Éter. Após um alinhamento dos Nove Reinos inicia uma série de anomalias que fazem com que o Éter seja descoberto coincidentemente por Jane Foster (Natalie Portman), que passa a ser perseguida por Malekith.

Malekith (Christopher Eccleston)

Malekith (Christopher Eccleston)

Malekith, por sinal, demonstra ser no filme um inimigo do tipo bem “feijão com arroz”. Tem de práxis a intenção de querer destruir o mundo (algo nada fora do tradicional), sendo no filme um vilão genérico e bastante previsível.

Envolvendo uma miscelânea de humor, ação e romance na dose certa, o filme dessa vez explora com mais precisão Asgard, e apresenta menos furos de roteiro, que o entediante e catastrófico primeiro filme de 2011 do personagem, dirigido por Kenneth Branagh. Em Thor – O Mundo Sombrio, finalmente somos apresentados a uma temática ainda pouco explorada pela Marvel nos últimos filmes dos vingadores Hulk, Capitão América e Homem de Ferro, os quais focaram em histórias embasadas na ciência, agora é dado abertura a algo mais fantástico e mitológico no filme do asgardiano.

Apesar de ser “bem melhor que o primeiro”, com excelentes cenas de batalhas utilizando tecnologia asgardiana; ótimo figurino e maquiagem; belíssima arquitetura das cidades e agradável trilha sonora, o filme peca em alguns momentos na trama. Como por exemplo, a forçada coincidência da mocinha Jane Foster procurar explicações e anomalias que trouxeram Thor a terra, e se deparar, ao longo da história, justamente no lugar e na hora certa onde uma irá cair, e ainda por cima ter contato direto com o Éter – o que fez soar bastante forçada a ligação entre a mocinha e o vilão durante a trama.

Outro ponto que, acredito, poderia ter sido mais aproveitado foi a presença de Lady Sif (Jaimie Alexander) no enredo. Subentendia-se desde o início do filme um triângulo amoroso entre ela, Thor e Jane, porém infelizmente nada aconteceu e a personagem ficou a margem da história, minimizada a poucas aparições.

Lady Sif (Jaimie Alexander)

Lady Sif (Jaimie Alexander)

É verdade que o roteiro tem lá sua cota de falhas, porém, convenhamos que Chris Hemsworth como Thor continua muitíssimo bem na atuação de seu papel. Assim como aconteceu com Hugh Jackman atuando como Wolverine e Robert Downey Jr como Tony Stark, ele encontrou a fórmula do sucesso ao interpretar no cinema seu personagem. Não poderia deixar de mencionar Tom Hiddleston como Loki, o qual também tem atuação indiscutivelmente brilhante. Se a mesma foi ótima em “Os Vingadores”, esta última chega ao seu ápice. Com maestria, este rouba atenção a todas as cenas em que aparece – é de arrepiar as cenas dotadas de emoção em que o vilão demonstra seu lado mais emotivo e inesperado ao saber a notícia da morte de sua mãe adotiva.

Thor vs Loki

Thor vs Loki

Portanto, aproveitem o filme e nada de irem para suas casas e deixarem de assistir as cenas de pós-créditos, pois as mesmas fazem referência ao tão esperado filme “Os Guardiões das Galáxias”,  as Jóias do Infinito e ao personagem Thanos, o qual já deu as “caras” no pós-crédito de “Os Vingadores”. Outro detalhe: No filme, assim como grande parte dos novos filmes da Marvel, há uma aparição discreta de Stan Lee.

Adeus mundo real… apertem os cintos e preparem a pipoca!

Visão Geral da Crítica
Roteiro - 7
Direção - 7
Interpretação - 8
Efeitos Especiais - 8
Trilha Sonora - 7
Diversão - 8
Autor
Especialista em Marketing, cinéfilo desde sempre, é também um Curumim Nerd que saiu de casa e foi ir morar na internet. Nas horas vagas da realidade costuma acreditar na existência dos Homens de Preto. Em outra vida gostaria de ser um jedi.