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Nostalgia: Tropa de Elite – Missão Dada é Missão Cumprida

“Tropa de Elite – Missão Dada é Missão Cumprida” foi lançado em 2007, com direção de José Padilha. O longa nasceu baseado no best-seller “Elite da Tropa”, que conta histórias reais do dia-a-dia do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e de um projeto de documentário, derivado de “Ônibus 174”  de 2002, tendo a corporação como tema principal.

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A obra do diretor José Padilha tem como foco a guerra que a polícia carioca move contra os traficantes de drogas nos morros favelizados da cidade do Rio de Janeiro.

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O filme tem como personagem principal Capitão Nascimento (Wagner Moura), um policial embrutecido pela violência (em determinado momento dos ensaios, Wagner Moura chegou a quebrar o nariz de um dos preparadores em reação as provocações para estimular sua agressividade, já que a principio Wagner “não demonstrava a agressividade necessária para seu personagem”), considerado “incorruptível” pelos seus pares, ainda que embora comande uma equipe que se utiliza de artifícios pouco “ortodoxos” como tática investigativa.

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A trama se “desenrola” quando o capitão pretende deixar o BOPE com a certeza de que terá um substituto digno e à altura, para isso antes precisa escolhê-lo entre sua nova turma. Os aspirantes Neto (Caio Junqueira) e Matias (André Ramiro) são suas opções.  Ambos desenvolvem papéis importantes na trama.

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A obra de Padilha foi acusada de fazer apologia à tortura. Mesmo, o próprio diretor em entrevista condenando algumas práticas do Bope. Respaldado pela conquista do Urso de Ouro, com o prêmio máximo do Festival, Padilha atacou a imprensa que considerou o filme fascista. No festival alemão, “Tropa de Elite” superou “Sangue Negro”, filme com oito indicações ao Oscar e apontado como favorito na época. “Tropa de Elite” perdeu para o “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”, escolhido pelo Brasil para tentar em vão a vaga no Oscar de filme estrangeiro daquele ano. Escolha essa, muito criticada na época.

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As gravações do filme duraram em média quatro meses. Durante uma das gravações, a equipe foi vitima de rum roubo que paralisou as gravações por cerca de duas semanas: Em novembro de 2006 traficantes do morro Chapéu Mangueira, onde as filmagens eram feitas, sequestraram parte da equipe que trabalhava no filme e roubaram as armas cenográficas. Das armas, 59 delas eram réplicas e 31 verdadeiras, adaptadas para tiros de festim.

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Como consequência, o roubo aumentou em muito os gastos com o filme e ainda acabou divulgando uma versão não finalizada do filme que acabou sendo “pirateada” pelo país (uma pesquisa realizada pelo IBOPE estimou que mais de 11 milhões de pessoas teriam visto o filme em sua versão pirata).

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O filme foi escolhido para a abertura do Festival do Rio 2007 e ganhou o prêmio Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2008, como melhor filme.  O filme terminou o ano de 2007 com a sétima maior bilheteria do país. Com cerca de 2.421.295 mil espectadores e uma arrecadação de R$20.422.567 milhões. Uma continuação, “Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro”, foi lançada no dia 8 de outubro de 2010.

“Tropa de Elite” além de fazer uma crítica à corrupção da polícia carioca, também mostra a hipocrisia da classe média,(representada no filme por estudantes universitários), que vive o paradoxo de criticar a violência policial e consequentemente consumir a droga provinda do tráfico das favelas. Após vários anos, muitos cinéfilos ainda esperam que “Tropa de Elite” se torne uma trilogia, encerrando o fecho do drama particular do protagonista que almeja que os instrumentos da justiça sejam um dia, imaculados pela corrupção.

Meir3les

Especialista em Marketing, cinéfilo desde sempre, é também um Curumim Nerd que saiu de casa e foi ir morar na internet. Nas horas vagas da realidade costuma acreditar na existência dos Homens de Preto. Em outra vida gostaria de ser um jedi.