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Nostalgia – Star Wars Episódio IV – Uma Nova Esperança

Olá, Curuminzada Nerd! Para os fãs da “galáxia muito distante”, hoje começaremos a primeira parte do Especial Nostalgia sobre Star Wars, começando com o primeiro filme produzido para a franquia: Star Wars Episódio IV – Uma Nova Esperança.

O motivo que fez George Lucas começar a contar a história por este capítulo, e não pelo primeiro, foi que a tecnologia da época tornava mais fácil levar às telas esta parte da história. Apenas 22 anos depois, Lucas resolveria lançar o primeiro capítulo, com o nome de Star Wars – Episódio 1: A Ameaça-Fantasma. No entanto, não vamos atropelar o Nostalgia de hoje… Os demais filmes da trilogia clássica comentaremos nas próximas edições da coluna. Fique atento!

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Bom… vamos lá: voltando ao passado, precisamente em 25 de maio de 1977, chegava aos cinemas Star Wars, primeiro filme de uma hexalogia bilionária (a franquia toda soma mais de 30 bilhões de dólares, o que faz dela a franquia mais lucrativa da história do cinema) que rendeu ao seu criador, George Lucas, enorme prestígio e um império em produtos licenciados.

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O longa foi lançado originalmente pela 20th Century Fox, sob o título Star Wars (o subtítulo “Uma Nova Esperança” ainda não constava, pois George Lucas nem acreditava que continuaria a história, e foi só acrescentado em 1981, depois do lançamento de O Império Contra-Ataca) e foi acompanhado por duas sequências, O Império Contra-AtacaRetorno de Jedi, lançadas em intervalos de três anos.

Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança, apesar de ser o primeiro filme da série, é o quarto na ordem cronológica. É protagonizado por Mark Hamill (que interpreta o herói Luke Skywalker)Harrison Ford (Han Solo), Alec Guinness (Obi-Wan Kenobi)Carrie Fisher  (Princesa Léia Organa).

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Inicialmente, com 8 milhões de dólares em mãos, George Lucas começou o imenso  trabalho de inventar o que não tinha condições de ser inventado. Com a crise dos filmes de ficção científica, todos os estúdios de efeitos especiais tinham falido e os departamentos das grandes empresas haviam sido fechados. Muitos críticos e executivos esperavam o fracasso do filme nas bilheterias e Lucas não imaginava o que estaria por vir. Depois de descobrir que o departamento de efeitos especiais da a 20th Century Fox encerrou suas atividades pouco antes das filmagens, George Lucas começou as atividades em sua própria empresa, conhecida como Industrial Light and Magic.

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Para a época, Star Wars trouxe uma série de inovações no campo de efeitos especiais que permitiram a realização de outros filmes. Vale destacar algumas curiosidades técnicas do filme:

  • O som ofegante de Darth Vader foi realizado por meio de um regulador de mergulho.
  • A Millennium Falcon foi inspirada no formato de um hamburguer com uma azeitona em sua lateral.
  • Han Solo era para ser um monstro de pele verde que tinha um conjunto de brânquias e sem nariz.
  • As roupas usadas pelo exército humano que serve ao Imperador, nos episódios IV, V e VI, são inspiradas na farda do Exército nazista.
  • A composição do personagem Luke Skywalker, bem como os sabres de luz, foi inspirada em antigos contos de samurais. Aliás, o termo Jedi foi tirado da expressão Jidai Geki, usada para designar os dramas nipônicos que envolvem os samurais e são ambientados no Japão feudal.
  • A criatura bantha é um elefante disfarçado.
  • O manto de Obi-Wan, usado por Alec Guinness, foi alugado como uma fantasia de monge. Em 2007, o manto foi colocado em leilão.

Para a trilha sonora, Lucas contrata John Williams, compositor já reconhecido por trabalhos como Tubarão de Spielberg. A trilha é gravada pela Orquestra Sinfônica de Londres. Na primeira exibição do filme ainda não finalizado, para executivos da Fox, alguns chegaram a chorar e reconhecer que Star Wars modificaria história do cinema.

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A trama se passa quando os Cavaleiros Jedi foram exterminados ao tempo que o Império comanda a galáxia com punho de ferro. Um pequeno grupo de rebeldes ousa então desafiar a potência roubando os planos secretos da mais poderosa arma do Império, a Estrela da Morte. O servo de maior confiança do Imperador, Darth Vader, precisa encontrar os planos e localizar o esconderijo da resistência. Aprisionada, a líder dos rebeldes, Princesa Leia, envia um pedido de socorro que é interceptado por um simples fazendeiro, Luke Skywalker. Seguindo seu destino, Luke aceita o desafio de resgatar a princesa e ajudar a Rebelião a enfrentar o Império.

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A história é simples, mais uma vez narra uma luta do bem contra o mal, e se tornaria um clichê se não fosse pela diferença que George Lucas fez ao enriquecer a trama, colocando caracteres mitológicos e religiosos, dando à saga uma complexidade incrível e única, permitindo imortalizar seus personagens na cultura pop.

Após seu lançamento, Star Wars recuperou seu investimento inicial em apenas cinco semanas e recebeu impressionantes 10 indicações ao Oscar de 1978, “abocanhando” os prêmios de Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som, Melhores Efeitos Especiais, Melhor Edição e Melhores Efeitos Sonoros.

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Ao fim de Star Wars – Episódio IV, fica-se a impressão de uma tremenda obra-prima do cinema. Há centenas de outros detalhes da trama e sub-tramas que, apesar de muitos anos depois, ainda conseguem de forma intacta nos fascinar. George Lucas, com Star Wars Episódio IV, tornara-se o cineasta independente de maior sucesso do cinema. Lucas colocou praticamente todo dinheiro ganho com Star Wars na produção de O Império Contra-Ataca, não se rendendo ao poder dos estúdios. Próxima semana tem mais. Que a força esteja com vocês!

Meir3les

Especialista em Marketing, cinéfilo desde sempre, é também um Curumim Nerd que saiu de casa e foi ir morar na internet. Nas horas vagas da realidade costuma acreditar na existência dos Homens de Preto. Em outra vida gostaria de ser um jedi.