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Nostalgia – O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel

Curuminzada Nerd! Hoje estarei dando início em mais um Nostalgia Especial, desta vez destacando a obra-prima do cinema: “O Senhor dos Anéis”Então vamos lá:

O escritor J.R.R. Tolkien não imaginava a revolução que causaria na literatura quando publicou, na década de 30, o livro “O Hobbit”. Depois de um grandioso sucesso da obra, Tolkien, dedicou 12 anos de sua vida à construção detalhada do que seria a sua maior obra: “O Senhor dos Anéis”, épico dividido em três volumes e que narra fatos posteriores de “O Hobbit”.

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Em 1999, o diretor Peter Jackson, fã assíduo das obras de Tolkien, resolve adaptar “O Senhor dos Anéis” para o cinema, transportando a Terra-média para as telonas. Com uma grandiosa história em mãos, Jackson conseguiu convencer os a New Line Cinema a abrirem os cofres, com o investimento de US$ 300 milhões nas mãos para concretização do filme. No dia 10 de dezembro de 2001 temos finalmente o resultado deste trabalho com o lançamento do filme nas telas dos cinemas.

Vale ressaltar, que os três filmes da trilogia “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do AnelAs Duas Torres e O Retorno do Rei” – foram filmados simultaneamente durante um período de 274 dias, em 16 meses. Algo bastante arriscado, se levarmos em conta de que se o primeiro filme fosse um fiasco, poderia drasticamente interromper a continuidade da trilogia nos cinemas e marcar pra sempre de modo negativo a carreira de Jackson, já que, por ter mais de 400 páginas, a tarefa de adaptar “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel” para as telonas não era das mais fáceis. Alguns personagens precisariam ser cortados e passagens do livro deveriam ser ignoradas. Porém, ao final, as respostas ao filme foram bastante significativas e positivas.

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O roteiro de “A Sociedade do Anel” é um primor de adaptação. Muitos críticos de cinema consideram que o diretor conseguiu manter a alma da obra de Tolkien intacta no longa. Assim como no livro, o desenvolvimento inicial dos personagens é excelente, e contribui muito para os resultados que o filme alcança no final.

A história em que se baseia o filme, é rica em detalhes, o que torna difícil de ser resumida em poucas linhas desta coluna do Curumim Nerd, porém vamos ao desafio: Sauron, chamado de “O Senhor do Escuro”, forjou vários anéis mágicos e os distribuiu aos povos da Terra-média. Logo em seguida, criou o Um Anel, uma jóia que controla todos os outros anéis e, consequentemente, os povos deste continente. Numa batalha, o rei Isildur se apodera da jóia, mas logo a perde, sendo posteriormente encontrado por uma criatura de nome Gollum, que acaba sendo corrompida pelo poder do anel, porém est perde a jóia para o hobbit (criatura parecida com humanos, mas de baixa estatura e com pés peludos) Bilbo Bolseiro (Ian Holm) em um jogo. No seu aniversário, Bilbo resolve desaparecer por algum tempo e deixa, aconselhado pelo mago Gandalf (Ian McKellen), o Anel para seu sobrinho, Frodo (Elijah Wood). Mas o Senhor do Escuro começa a juntar forças novamente e manda seus Cavaleiros Negros (reis-homens que foram corrompidos pelo anel) atrás do pequeno Frodo, em busca do Um Anel. Assim, Frodo é encarregado de levá-lo o mais depressa possível até a cidade de Valfenda, onde um conselho decidiria o futuro da jóia. Ele é acompanhado pelos seus amigos Sam Gamgi (Sean Austin), Pippin (Billy Boyd) e Merry (Dominic Monagham), e no caminho encontra o misterioso Aragorn (Viggo Mortensen). Chegando em Valfenda, uma Sociedade é incumbida de levar o Um Anel até a Montanha da Perdição, o mesmo local onde fora forjado por Sauron. Assim,o pequeno grupo se transforma na Sociedade do Anel, que agora conta com o anão Gimli (John Rhys-Davies), o elfo Legolas (Orlando Bloom), o humano Boromir (Sean Bean) e Gandalf para cumprir a missão e salvar a Terra-média das mãos de Sauron.

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A direção de arte de “A Sociedade do Anel” é um dos pontos altos do filme. Vale destacar também os outros méritos da obra no cinema: interpretações em sua maior parte primorosas, efeitos especiais espetaculares (com cenários digitais incríveis), boa fotografia, personagens criados em CGI muito realistas e detalhados (não existem dois orcs iguais entre os mais de duzentos produzidos) e trilha sonora que varia do modesto ao surreal. Enfim, em matéria de contexto visual e auditivo, o filme de Peter Jackson é um espetáculo.

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Vejamos algumas curiosidades que enriquece ainda mais a grandiosidade do longa:

  • Para agüentar os 274 dias de filmagens, em que teriam que escalar montanhas, pular, correr e cavalgar, os atores passaram por um rigoroso treinamento físico. Para as lutas, foram contratados especialistas que criaram diferentes modos de combate para cada um dos povos.
  • Para comemorar suas participações no filme, oito dos nove membros da Sociedade do Anel fizeram uma pequena tatuagem, um símbolo élfico que representa o número 9. Apenas John Rhys-Davies se recusou a fazer a tatuagem.

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  • Foram necessários 10 mil participantes voluntários na gravação de urros do exército orc em um jogo de cricket realizado no principal estádio da Nova Zelândia.
  • O diretor Peter Jackson faz uma participação especial como um camponês, quando os hobbits chegam à estalagem do Pônei Saltitante.
  • Os filhos de Peter Jackson fazem pontas no filme nas cenas do Condado. Eles são citados nos créditos como “Crianças hobbits bonitinhas”.
  • O Condado, cenário onde vivem os hobbits, foi construído no vale Hinuera, próximo a Matamata, na Nova Zelândia. O vilarejo foi erguido um ano antes do início das filmagens, para que as plantas e árvores plantadas no local crescessem e dessem a exata impressão de que os hobbits viviam ali há muito tempo.

“O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel” ganhou 4 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Trilha Sonora, Melhores Efeitos Especiais, Melhor Maquiagem e Melhor Fotografia.

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Enfim, este curumim nerd aqui admite que “A Sociedade do Anel” é uma obra-prima incontestável, um filme brilhante em todos os aspectos. Lembro-me de ter ficado com um “gosto de quero mais” ao final da trilogia, mergulhando de forma intensa no universo criado por Tolkien, imaginado como seria ver o pôr do Sol nos campos do Condado.

Próxima semana tem mais “O Senhor dos Anéis”. Desta vez esmiuçaremos o segundo filme da trilogia: “As Duas Torres”. Aguardo vocês por aqui!

Meir3les

Especialista em Marketing, cinéfilo desde sempre, é também um Curumim Nerd que saiu de casa e foi ir morar na internet. Nas horas vagas da realidade costuma acreditar na existência dos Homens de Preto. Em outra vida gostaria de ser um jedi.