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Nostalgia – Indiana Jones e o Templo da Perdição

Salve, salve, curuminzada nerd! Depois de um tempo sumido, trago para a coluna Nostalgia a aventura clássica Indiana Jones e O Templo da Perdição de 1984, dirigido por Steven Spielberg e baseado em história de George Lucas.

Indiana Jones e o Templo da Perdição é o segundo filme protagonizado pelo personagem Indiana Jones (Harrison Ford); o anterior foi Os Caçadores da Arca Perdida, lançado três anos antes. Mas, seguindo a cronologia dos personagens, os acontecimentos de Indiana Jones e O Templo da Perdição ocorreram antes de Os Caçadores da Arca Perdida.

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No longa, o arqueólogo Indiana Jones (Harrison Ford) escapa de Shangai, acompanhado da bela Willie Scott (Kate Capshaw) e do pequeno Round (Jonathan Ke Quan), mas na fuga é forçado a parar na Índia, onde encontra um povoado que lhe solicita resgatar suas crianças escravizadas por um feiticeiro local e recuperar as Pedras de Shankara. No percurso na aventura, ele encontrará diversos obstáculos e enfrentará poderes mágicos vindos do fanatismo de um culto obscuro que sacrifica seres humanos. Notavelmente, este detalhe, torna o filme mais sombrio.

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Quem já viu o filme, sabe que a história toda se passa na Índia, porém na realidade, no último momento tiveram que ser gravadas as cenas in loco fora do país, pois as autoridades locais não concordaram com as opiniões expressas no roteiro, principalmente com o uso indiscriminado do termo Marajá, proibindo a filmagem em seus palácios e templos. Assim  os produtores partiram para o país vizinho, Sri Lanka, e usaram a locação como se fosse a Índia.

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Um  outro detalhe bem peculiar do filme, é o cuidado com a recriação de objetos de época durante a produção. Exemplo disso é o vestido que Kate Capshaw usa no musical de abertura: o mesmo foi todo feito com contas coloridas originais dos anos 20 e 30, sendo que essa cena foi a última gravada para o filme.

Em O Templo da Perdição somos confrontados por morcegos vampiros gigantes, na verdade frutívoros, já que morcegos-vampiros verdadeiros são pequenos. Willie é confrontada por seu medo de insetos em uma cena magnífica, que foi preciso mais de 2000 insetos variados para realizar.

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Uma das cenas mais comentadas da película é sem dúvida nenhuma o jantar oferecido no Palácio Pankot, com cérebro de macaco e sopa de olhos. Claro que é tudo cenográfico, sendo que os cérebros eram feitos de creme de ovos e framboesa e os olhos artificiais foram engenhosamente colados ao fundo da panela de sopa, criando o ótimo efeito visto no filme.

E uma curiosidade final: a grande cena de perseguição na mina foi uma das mais elaboradas do longa, sendo que quase tudo foi filmado em uma miniatura. Os sons produzidos pelos carrinhos dentro da mina foram na realidade gravados diretamente das montanhas-russas da Disneylândia, com as músicas e efeitos do parque de diversões da Disney.

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O Templo da Perdição  faturou Oscar de 1985 nas categorias de Melhores Efeitos Especiais e de Melhor Trilha Sonora (a memorável trilha sonora de John Williams dispensa comentários).

O Templo da Perdição já foi considerado por muitos como o mais fraco da franquia (batido recentemente por “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, de 2008). Apesar da originalidade de Os Caçadores da Arca PerdidaSpielberg e Lucas não repetiram nada do primeiro filme. Realmente, O Templo da Perdição peca por ter uma trama um pouco compacta e bordoadas por exibir estereótipos da cultura da Índia. Porém, apesar desses detalhes negativos, nada diminui a grandiosidade do filme, pois todas as sequencias de ação são excepcionalmente bem realizadas e os traços exóticos são bem mais acentuados que os demais filmes da franquia.

Meir3les

Especialista em Marketing, cinéfilo desde sempre, é também um Curumim Nerd que saiu de casa e foi ir morar na internet. Nas horas vagas da realidade costuma acreditar na existência dos Homens de Preto. Em outra vida gostaria de ser um jedi.