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Quem não lembra do clipe musical mais violento e fantástico que um ser humano já produziu? Estou falando de “Bad Motherfucker“, da banda russa – novidadeBiting Elbows, dirigido pelo cineasta russo Ilya Naishuller.

A técnica de gravar o vídeo em primeira pessoa (POV) é totalmente inovadora para mim. Até conhecer o clipe da banda acima, eu não havia visto nada igual. A não ser algumas sequências bem rápidas em filmes ou séries de TV. Mas ver um enredo com início, meio e fim dessa forma é totalmente novo pro meu cérebro de macaco processar.

O possível filme de Naishuller conta com a participação do ator Sharlto Copley. Ele me lembrou muito algumas campanhas clássicas do modo single player de Call of Duty, onde você sempre é apresentado ao um oficial de alta patente que o ensina as técnicas de combate e tudo mais.

Em entrevista ao Collider, Ilya comenta algumas questões bem interessantes. Confira abaixo algumas transcrições traduzidas:

C: Quando você produziu o vídeo “Bad Motherfucker”, poderia imaginar que teria a repercussão que teve pelo mundo?
IN: Absolutamente não. Eu pensei “seria bacana ter 1 milhão de visualizações”. Fizemos um vídeo anterior a “Bad Motherfucker”, no mesmo estilo POV que alcançou pouco mais de 1 ou 2 milhões de views. Talvez 3, e isso foi muita coisa para nós. Então eu disse, “enquanto estiver algo em torno desses números, será bem legal”. E quando chegou ao que chegou eu fiquei “Ok, acho que estamos fazendo algo certo”. Foi uma grande surpresa.

C: Você também foi comparado com Quentin Tarantino. Como você se sente em relação a isso?
IN: É claro que foi super empolgante, mas minha opinião sobre isso sempre foi porque havia violência e caras de terno. Considerando que o forte do Tarantino é o diálogo, e o vídeo não possui diálogo algum, eu pensei, “se as pessoas quiserem comparar, claro”. Eu sei que eles fizeram essa conexão com Tarantino, e eu me senti muito sem-graça. Se eu fosse ele, eu assistiria e ficaria, “do que essas pessoas estão falando?”. Mas provavelmente ele está acostumado com isso o tempo inteiro. Foi empolgante porque eu gosto muito do Tarantino. Eu sou fã dele desde Cães de Aluguel. Quando eu era criança, eu tive que ler o script porque eu não podia entrar no cinema para assistir. Era algo grande.

C: Qual a história que você quer contar com Hardcore?
IN: Conta a história de um cara chamado Henry, que poderá ser quem o assiste. Se fizermos tudo certinho, então a audiência será Henry. Acredito que fizemos, então serão. Logo no início, ele é ressuscitado pela sua esposa. E tem a memória apagada. Antes dela colocar a voz dele – porque uma das regras que escrevi é que o personagem deve ser mudo, ou não funcionaria – nosso vilão aparece e leva a mulher dele. E então, Henry tem que recuperá-la.

O restante da entrevista você pode conferir na íntegra e em inglês no Collider, até porque eu tô atrasado pra faculdade. Mas saiba Naishuller entrou no mundo do financiamento coletivo e já criou a campanha no IndieGoGo. Até o momento, ela está em torno de pouco mais de US$65 mil. O objetivo é chegar aos US$250 mil – estou ansioso para que chegue logo e esse filme esteja disponível para todos assistirem, vai ser o máximo!