Home Séries

Hoje estreia uma nova coluna: ReVisão. É basicamente um review mais informal sobre um episódio, uma temporada ou uma série completa. O título até que faz sentido. Trata-se de uma nova abordagem sobre o que já foi visto. Então, vamos começar.

Quando vi os anúncios da série produzida pelos responsáveis por Heroes e Homeland, arregalei os olhos. É de se esperar que seja algo, no mínimo, interessante de se acompanhar. Eu entendo se você é um dos milhares de fans frustrados de Heroes. Mas, convenhamos, o peso que Homeland carrega nas costas é bem pesado quando falamos de qualidade de roteiro. Portanto, dei à série uma chance.

Além de Heroes, Tim Kring nos trouxe Touch, uma série que até poderia ter dado certo, se não fosse tão sem graça e tivesse perdido tanta audiência. Pois bem, você deve estar pensando “cara, será que Dig vai ter o mesmo fim?“. A resposta é clara: sim. Não porque a série seja ruim, mas porque é uma série limitada. Ou seja, a história tem um começo, meio e fim que geralmente é contada em até 10 episódios.

Pois bem, em se tratando de roteiro, a produção já começa bem. Tem todos os elementos que se possa gostar: conspiração, ação, drama, elementos sobrenaturais e… peitinhos(?). O último em doses homeopáticas. Acompanhamos a vida do agente especial do FBI, Peter Connely (Jason Issacs, de Awake), na investigação de um sinistro assassinato envolvendo uma jovem na cidade de Jerusalém e também uma trama conspiratória que remonta à época de nosso senhor, Jesus Manero. O drama pessoal de Connely é motivado pela perda de sua filha, que coincidentemente possui algumas semelhanças de personalidade com a jovem assassinada.

ReVisão: Dig - Pilot

“Oi, tudo bem?”. E morreu.

No núcleo sobrenatural temos um garoto que deve ser mantido puro, sem contatos externos, no deserto do Novo México. Eu realmente achei bem bizarro o que aconteceu com ele no primeiro episódio. Quem toma conta do complexo onde o garoto está é David Costabile, você dele lembrar dele de Breaking Bad, interpretando Gale Boetticher. “Onde entra sobrenatural nisso?“. Se você vê um garoto morrer em um momento e vê-lo novamente momentos depois do fato ocorrido, você diria o quê?

ReVisão: Dig - Pilot

Daí o gury tava de boa no deserto e… morreu.

Além disso, o embasamento teórico da série é totalmente verossímil a muitas profecias e crenças bíblicas, o que pode fazer com que algumas pessoas reflitam sobre o tema polêmico abordado na trama. De duas, uma: ou as elas assistirão para ver no que vai dar, ou teremos um desastre de audiência… Parafraseando uma personagem no episódio: os produtores podem estar cavando no lugar errado…

Produção

Filmado em Israel e Canadá por Keshet and the Jackal Group em associação com Universal Cable Prods.

Equipe

Produtores executivos: Tim Kring, Gideon Raff, Gail Berman, Gene Stein, Avi Nir, Alon Shtruzman, Karni Ziv, SJ Clarkson; produtor co-executivo: Mark Winemaker; prdutores: Liat Benasuly, Jenna Glazier; diretor: SJ Clarkson; roteiro: Kring, Raff; trilha sonora: Peter Himmelman;

Cast

Jason Isaacs, Anne Heche, David Costabile, Lauren Ambrose, Omar Metwally, Alison Sudol, Ori Pfeffer, Richard E. Grant, Regina Taylor, Guy Selenik, Zen McGrath.