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ReVisão: Daredevil

Diga o que quiser, mas aqui vai um fato: a Marvel conseguiu. Ela conseguiu convencer a todos os incrédulos de que está fazendo um ótimo trabalho em relação ao seu universo na telona e telinha, inclusive a mim. E Demolidor é o nocaute definitivo.

Você já deve ter percebido que esse review vai usar muitas terminologias de luta. Não é para menos. Jabs, cruzados, uppercut’s. Socos, socos e mais socos. É o que a gente vê em muitos episódios da série que, para mim, entra no catálogo de melhores séries originais da Netflix.

Antes de começar, saiba que você não terá uma história de origem. Nem ao menos vai ter a noção dos sentidos apurados do nosso vigilante em questão. Não precisamos disso. Começamos com um acidente. Uma criança, produtos químicos, a visão se esvanecendo e um desesperado “não consigo enxergar” da criança.

ReVisão: Daredevil

Toda a produção tem tom obscuro, como as ruas de Hell’s Kitchen, lugar onde Matthew Murdock (Charlie Cox) e Foggey Nelson (Elden Henson) decidem montar seu escritório de advocacia, onde posteriormente receberão a ajuda de Karen Page (Deborah Ann Woll) como sua secretária. Ela é peça fundamental para a história, uma vez que é quem desencadeia uma série de acontecimentos que são o ponto central da trama.

Quanto a Cox, gostei bastante da participação dele como o “ajudante de negócios” de Nucky Thopmson em Boardwalk Empire, Owen Slater. É como se Murdock fosse a reencarnação daquele personagem, que não pôde mostrar tudo de que era capaz. A sua nova vida, porém, obviamente não chegará ao fim prematuramente. Espero.

Ninguém gosta de admitir, mas todos adoram bandidos levando uma surra. Principalmente quando ela é dada por um vigilante. A cena do tráfico de mulheres é simplesmente sensacional. Mais para frente, você vai poder ver uma “cena única” onde nosso vigilante consegue, mesmo muito ferido, acabar com a raça de pelo menos 10 traficantes. E quem remenda o cara? A enfermeira Claire Temble, interpretada por Rosario Dawson – ah, como eu amo essa mulher.

ReVisão: Daredevil

Falando em caras maus, a atuação de Vincent D’Onofrio como Wilson Fisk é espetacular. Ele consegue passar todo o ar sinistro no personagem. Aparentemente, inofensivo. Não confie muito nisso. Porque um personagem está disposto a enfiar a cabeça numa cerca de ferro para não sofrer as consequências de ter falado o nome dele para Murdock.

Nós nunca falamos o nome dele em voz alta

ReVisão: Daredevil

Conheceremos também Ben Urich, um repórter decadente que já teve um reputação respeitada. Agora é um editor mediocre num jornal fadado à falência. Será?

Aqui vai um direto: Demolidor consegue prender a atenção de quem assiste desde o primeiro até o último episódio. Uppercut: possui ótimas atuações e um enredo bem amarrado. Cruzado: ah, as referências ao Universo Marvel. Tão sutis. Knock out: é o Homem Sem Medo, cara!

Autor
Curumim Nerd desde o tempo que colecionava HQs do Spawn e carrinhos da Hot Wheels. Hoje joga Dota 2 e CS mais do que o normal e faz TCC sobre e-Sports. Viciado em suco de muruci e tapeberebá.