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Sense8 é uma série da Netflix criada pelos The Wachowskis, como são conhecidos Andrew e Lana Wachowski famosos pelo sucesso de Matrix. A série conta a História de 8 pessoas  que de forma inexplicável ganham a capacidade de compartilhar pensamentos, emoções e habilidades uns com os outros.

Quando comecei a ver não consegui mais parar foi uma gostosa maratona de 12 episódios até o fim da primeira temporada. Eu era um fã apaixonado por Fringe e Lost até aquele final horripilante, mesmo assim estava com saudades de uma série capaz de me proporcionar sensações que somente elas conseguiram. Sense8 é foda e espetacularmente ousada.

Tudo começa quando Angélica (Daryl Hannah) aparece em um prédio com uma arma na boca tentando se suicidar, e ao lado dela Jonas (Naveen Andrews o Sayid de Lost) tentando salvá-la enquanto o Sussurros (Terrence Mann) está tentando matá-la, esse acontecimento faz com que Angelica crie um link com oito pessoas de países e culturas diferentes que são chamadas de “sensates“.

Bom é impossível escrever alguma coisa sobre essa série que liga 8 pessoas sem falar sobre elas de forma individual. What?  rsrsr.

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Vou começar por Capheus Van Damme (Aml Ameen) meu personagem favorito, ele é um simpático motorista de uma van chamada Van Damme em Nairobi, em meio aos problemas encontrados no Quênia ele vai tentar de todas as formas conseguir remédios para a mãe que tem Aids. Van Damme é o que mais se diverte com a ligação com os outros “Sensates” por conseguir visitar outros lugares que ele só via na televisão.

A ligação mais forte de Van Damme é com Sun Bak (Doona Bae), uma coreana fera em artes marciais e filha de um grande empresário coreano com quem não consegue ter boas relações. Sun acaba tendo uma ligação mais próxima com Riley Blue (Tuppence Middleton) uma Dj filha de um músico famoso na Islândia que acaba fugindo para Londres e se afastando do pai por causa de um passado cheio de tristezas em seu País. Envolvida em problemas com traficantes em Londres ela acaba se aproximando e se apaixonando por outro sensateWill Gorski (Brian J. Smith) um policial de Chicago com lembranças do passado que o assombra.

Estou tentando mostrar um pouco da relação mais íntima entre os personagens, mas quero que fique bem claro que a ligação é entre os oito.

Os outros quatro do grupo se aproximam de forma espetacular apresentada pela Netflix graças as suas diferenças culturais, crenças e paixões. Nomi Marks (Jamie Clayton) é uma harker Ativista Transexual lésbica de San Francisco que acaba tendo problemas com a família por não aceitarem quem ela é, e por isso ela acaba se aproximando muito de Lito Rodrigues ( Miguel Angel Silvestre que para mim é o melhor ator da série até agora) um gay “não assumido”, ator de filmes e novelas que vive com seu namorado Hernando (Afonso Herrera conhecido aqui no Brasil por protagonizar a novela Rebelde) na Cidade do México.

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O segundo romance da série presente entre os sensates acontece entre Wolfgang Bogdanow (Max Riemelt)  um Alemão que pertence a uma família de mafiosos e Kala Dandekar (Tina Desai) uma “cientista religiosa”  de Mumbai que esta prestes a se casar com um homem que não ama, apesar de ser na Índia não é um casamento arranjado e sim um casamento por “amor”. As culturas vem se modificando no mundo todo e a série é extremamente sensível na forma como nos apresenta isso.

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Tudo é filmado em Berlim, Nairóbi, Mumbai, Seoul, Reykjavik, Londres, São Francisco, Chicago e Cidade do México e isso torna a série ainda melhor. Algumas cenas tiveram que ser filmados em 3 ou 4 países diferentes fazendo um show de imagens e paisagens em nossa tela.

Um dos momentos mais marcantes da primeira temporada é quando os personagens cantam juntos através de suas conexões a música What’s Up, é de arrepiar (veja no vídeo no topo).

A  Netflix acertou a mão outra vez fazendo uma série ousada que não é para qualquer um, afinal de contas, não é fácil retratar as diferenças culturais e religiosas presente entre os personagens, além de apresentar de forma bem humana e realista a relação e amor entre personagens gays e transgêneros.

Para mim uma das melhores séries que já vi pelo menos até a 1ª temporada, vamos torcer para que ela não se torne a nova Lost.

As informações sobre uma segunda temporada ainda são vagas, mas como a série terá um painel na San Diego Comic-Con 2015  tudo leva a crer que a ousadia da Netflix continuará ano que vem.

Visão Geral da Crítica
Direção - 10
Interpretação - 10
Roteiro - 10
Efeitos Visuais - 10
Trilha Sonora - 10
Fotografia - 10
Diversão - 10
Autor
Nascido no interior da Amazônia eu acredito que posso estar em todos os lugadores graças a ficção cientifica e viagem no tempo, Quando não estou conhecendo novos planetas pego minha espada para combater dragões.