O príncipe dragão é uma série animada da Netflix que tem Aaron Ehasz como produtor, o mesmo já foi roteirista de Avatar a Lenda de Aang. Quandoo assisti ao primeiro trailer não me surpreendi com os traços dos desenhos, na verdade foi algo que me incomodou pois apesar de o cenário ser lindo os personagens parecem desconectados da paisagem.

Contudo quando assisti a animação fui me habituando e até admirando a qualidade dos movimentos dos personagens em cenas de ação, mesmo com as cenas de diálogos  me assombrando principalmente pelo movimento das bocas dos personagens ao falar.

Agora no quesito história tenho a satisfação de dizer que ela é extremamente envolvente. Entrega em cada episodio cenas com ação protagonizado pela  Elfa da lua Rayla que deveria ser uma assassina mas não conseguiu matar ninguém.

O fato é que existe uma grande guerra em um universo mágico composto por um mapa dividido ao meio. Do lado Leste está o reino de Xadia onde todas as criaturas mágicas vivem e o lado oeste onde os reinos humanos dividem espaço. Outro ponto narrativo importante é a presença de Seis fontes primárias de energia: Sol, Lua, Estrelas, terra, Céu e o Oceano.

Existe uma sétima fonte que foi descoberta por um mago humano que representa na narrativa o grande vilão da história, essa é a Magia Sombria que usa a essência das criaturas mágicas para lançar poderosos feitiços, inclusive foi devido a essa descoberta que o mundo foi dividido em dois excluindo os humanos dos demais, e para proteger essa fronteira estava o Rei Dragão que ali ficou por milhares de anos. Vemos até aqui nada muito novo, entretanto é muito bom poder entrar em mais uma história épica com essa quantidade de seres mágicos que tanto mexem com nossa imaginação e nos lembra muito de “Senhor dos Anéis”.

Os personagens são carismáticos e trazem cenas cômicas que são muito boas e aliviam a tensão de alguns momentos, sendo assim perfeita para o público infantil, porém a complexidade da história pode atrair um público adulto que goste de lutas com espada, magia e enigmas.

Um ponto interessante que não poderia deixar de comentar é a presença da general Amaya que possui um déficit auditivo e se comunica através de língua de sinais, mesmo seu papel não ser de protagonismo é a primeira vez que vejo um personagem assim em uma série e espero que em uma próxima temporada veja mais cenas com ela pois ele é incrível.

Tenho a plena noção de que cada um pode ter percepções diferentes de uma mesma obra, mas darei meu veredito final, a obra é envolvente e os protagonistas tem carisma para fazer todo o público torcer por eles. Contudo existem sim elementos clichês mas não prejudica nenhum pouco a história que ao meu ver atrai tanto crianças como adultos.

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