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Saiu nessa semana a primeira edição do segundo volume de Clube da Luta, romance de Chuck Palahniuk de 1996 que virou filme cult de mesmo nome. Não vou contar a história de Fight Club para vocês, mas farei referências à obra original. Portanto, esteja ciente de que à frente você poderá encontrar SPOILERS!

Tyler Durden vive!

Essa é a primeira frase que nos é apresentada antes mesmo de começarmos a ler. Obviamente, saber da continuação de Clube da Luta é saber que Tyler está de volta. Mesmo assim, as coisas não são como antes…

Crítica: Fight Club 2 #1

Depois de 10 anos dos acontecimentos da última produção, conhecemos Sebastian, o alter ego “controlado” de Durden. Atualmente tem uma vida tranquila. Está casado com Marla e tem um filho chamado Junior, que aparentemente tem certa semelhança de personalidade com o pai – ele é muito curioso em relação a experimentos. A vida é tranquila porque é controlada por remédios. E isso está prestes a mudar.

Isso acontece porque Marla se sente miserável com essa vida “boa”. Ela gostaria de ser uma vez mais tratada como antes. Toda aquela loucura de antigamente faz falta. Por isso ela decide trocar os remédios por placebos.

Um fato interessante é de que a continuação está sendo escrita pelo criador do universo. E isso faz toda a diferença. Não somos apresentados a uma nova narrativa. Nós sentimos a familiaridade e nostalgia ao ler a história. Sabemos como será contada, e não nos importamos nenhum pouco.

A arte fica por conta de Cameron Steward e casa muito bem com a narrativa. Na verdade, ela é fundamental para que nós sintamos a perda e o caos tomar conta. Objetos sendo jogados por cima da história, como pílulas e pétalas de rosa, tornam a leitura um pouco confusa. Confusão. É essa sensação que parece perseguir Sebastian.

Crítica: Fight Club 2 #1

Posso cair no engano de ser tendencioso. Fuck it. Essa é uma crítica tendenciosa. Mesmo assim, a sensação é de que nada mudou. Tudo continua a mesma coisa, exceto pelo fato de que Tyler Durden está adormecido. E quando ele retorna, ele retorna mais ávido por violência do que nunca. Há também o centro da trama, de que ele está por aí há mais tempo do que se imagina.

Não leia Clube da Luta 2 esperando que seja a mesma experiência da primeira parte. Tente levar em conta que se trata de uma história paralela. No mesmo universo, com os mesmos personagens, mas de algum modo diferente. Não misture as emoções. Não compare. Não se engane.

Tyler Durden vive!

Autor
Curumim Nerd desde o tempo que colecionava HQs do Spawn e carrinhos da Hot Wheels. Hoje joga Dota 2 e CS mais do que o normal e faz TCC sobre e-Sports. Viciado em suco de muruci e tapeberebá.