Escrevo esse texto escutando a música “Indivídua” de João Cavalcante – a letra é incrível.

Começo esse texto com a certeza de que ele vai atingir um número menos significativo de pessoas, pois o título é ruim e seu conteúdo não vai agradar a maioria – ou vai, esse é o dilema dos textos: não importa o quão bem você escreva, analisando a sintaxe, semântica, linguística, usando figuras de linguagem, figuras de estilo e demais mecanismos de coesão, no fim, cabe aos leitores decidirem se seu texto vale um Pulitzer ou não.

Por isso, escrever se encontra na linha tênue entre o querer e o gostar, quase que se esbarram de vez em quando. Particularmente, não me considero um bom escritor, na verdade, estou bem a margem do que pode ser descrito como uma boa escrita, mas muito anima quando o organizador desse belo site, antes de publicar qualquer rascunho meu, envia-me um “você escreve muito bem“, o texto pode estar um horror, mas ele gostou, então fiz o meu papel: agradei.

Tenho uma experiência muito íntima com a escrita, desde cedo li muitos livros, minha mãe é formada em Letras e sempre tive vontade de ser escritor. Ela sempre me disse que um bom escritor precisa viajar o mundo, mas enquanto não saio dessa cidade tão pequena e singela no interior do Pará, vou passeando pela escrita amadora que para alguns é só mais um despropósito.

Existem milhões de escritores incríveis no mundo, mas cada um tem sua particularidade, algumas mais interessantes que outras, concordo, mas tudo é proveitoso, até nos mais comuns clichês, encontra-se as mais belas palavras. Acredito que nada adianta fazermos as mais criativas combinações linguísticas se são vazias de conteúdo, o Parnasianismo está aí para nos mostrar que nada vale versos decassílabos sáficos se o conteúdo é pobre demais para um soneto.

Em suma, não importa realmente o tamanho da sua capacidade de perfeição ortográfica, nem a sua habilidade em escrever bem, no final das contas, a maioria dos leitores apreciam a semelhança, eles leem porque se identificam, porque o assunto é de interesse ou mostram uma análise que ainda não tinha sido explorada. Escrever é estar disposto a permitir que sua essência se dilua nos textos, é deixar em cada texto uma marca genética, por isso, é tão difícil.

Ter suas ideias e opiniões expostas a julgamentos, críticas e – consequentemente – o desprezo é amargurante, tanto quanto assistir os filmes do Kubrick. Mas é extremamente gratificante, ver seu namorado (a) indicando uma obra sua para os amigos, familiares surpresos com sua desenvoltura, professores e desconhecidos te dando parabéns é uma das sensações mais inefáveis que existem.

Se você que está lendo esse pequeno, mas muito significativo texto e se sentiu motivado a escrever, se tem interesse em escrever sobre temas do mundo nerd e acha que pode – de alguma forma – entreter o mundo com seus despropósitos, envia um texto seu para mim, pode ser de qualquer tema, filmes, jogos, livros, séries, quadrinhos ou até sobre alguma arte legal que você tenha visto nos últimos tempos, qualquer tema dentro desse gigantesco universo nerd.

mrcs.sbatista@gmail.com

Esse é meu e-mail e acredito em você e nos seus despropósitos!

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